Eu queria um amor eterno

em quinta-feira, 2 de abril de 2015



Meu sonho de infância não era ser rica, não era rolar numa cama de dólar, não era ter uma mansão que valesse mais de 1 Bilhão, não era ter uma lamboghini ou uma ferrari e nem ter as duas e mais um monte de carros. Meu sonho era encontrar um cara, ou O cara como eu sempre pensei, porque ele seria o único e o mais incrível, me casar e ter uma vida a dois com altos e baixos mas com amor. Sempre fui bem realista, e sempre assisti filmes demais, então eu sabia que um casamento não tinha só dias felizes mas isso nunca importou para mim. Eu queria dormir de conchinha e acordar com o peso dele todo em cima de mim me fazendo morrer de calor, queria fazer comida usando apenas calcinha e uma blusa dele e sentar entre as pernas dele para jantarmos, queria comemorar os aniversários de casamento sempre em um lugar diferente, queria deitar no peito dele e vermos futebol juntos, queria assistir meus filmes românticos com ele e eu chorar e ele dizer o quanto eu era sentimental. Mas também queria as brigas, que vem no pacote do casamento. Brigar por causa de roupa jogada, tampa da privada levantada, brigar pelo controle remoto, brigar para ele lavar as louças e todas essas coisas.
Tudo bem, eu tenho que admitir que esse não era meu único sonho de infância. Eu sonhava, ainda sonho, em ser cantora. Mas não uma simples cantora de esquina. Meu sonho sempre foi ser aquelas cantoras conhecidas no mundo todo, que são seguidas até quando vou ao banheiro, que não têm um minuto de sossego, e fazem shows para 1 milhão de pessoas naqueles estádios redondos e o palco no meio. Mas meu sonho de casar era maior. Eu trocaria qualquer carreira musical bem sucedida para viver a vida que eu falei.
Mas depois de ter tantas desilusões em sequencia tudo mudou de perspectiva. Eu percebi que sonhos de infância nem sempre se realizam. E tudo o que eu queria era um amor eterno.

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