
Não sei se muitos conhecem o escritor Eduardo Spohr, mas ele é brasileiro e vem escrevendo livros simplesmente incríveis que podem facilmente serem confundidos com os da literatura Americana e Inglesa.
Eduardo começou com o tão lido A Batalha do Apocalipse que se tornou um Best-Seller rapidinho. E como todo o sucesso do livro veio as perguntas sobre um próximo livro. Porém Eduardo não quis fazer uma continuação com o argumento de que a história estava encerrada ali, e tentar forçar uma continuação desgastaria os, incríveis, personagens Ablon e Shamira. E com isso nasceu a série Filhos Do Éden, que se passa antes de a Batalha Do Apocalipse. O primeiro livro da série, Herdeiros de Atlântida, também se tornou um Best-Seller tão rapidamente quanto sua outra obra. Eduardo disse que a série sera um trilogia, o que animou muitos os leitores ávidos.
Enfim, o segundo livro da série publicada pela Editora Verus será lançado em Abril, e esperamos ansiosos por esse que provavelmente será um novo Best-Seller.

Da esquerda para a direita: Sophia, Denyel (como soldado em Paris, em 1944), Zac e Ismael. Arte: Andrés Ramos.
Imagino que muitos já saibam, mas não custa lembrar. Neste romance, o segundo da série “Filhos do Éden”, regressamos ao passado para contar a história de Denyel, um dos querubins exilados, e sua trajetória junto ao esquadrão dos anjos da morte, desde a invasão das tropas aliadas à Europa, durante a Segunda Guerra Mundial, à queda do Muro de Berlim, em novembro de 1989.
Confira abaixo algumas imagens e mais detalhes do enredo.
A TRAMA
Quando o século XX raiou, o tecido da realidade, a barreira mística que separa os mundos físico e espiritual, adensou-se. Os novos meios de transporte, as ferrovias e os barcos a vapor levaram o progresso aos cantos mais distantes do globo, pervertendo os nódulos mágicos, afastando os mortais da natureza divina,alargando as fronteiras entre o nosso mundo e as sete camadas do céu.
Isolados no paraíso, incapazes agora de enxergar o planeta, os malakins, responsáveis por estudar os movimentos do cosmo, solicitaram a ajuda dos “exilados”, anjos pacíficos, que há anos atuavam na terra. Sua tarefa, a partir de agora, seria participar das guerras humanas, de todas as guerras, para anotar as façanhas militares, o comportamento das tropas, e depois relatá-las aos seus superiores alados.
Disfarçados de soldados comuns, esse grupo esteve presente desde as praias da Normandia aos campos de extermínio nazistas, das selvas da Indochina ao declínio da União Soviética. Embora muitos não desejassem matar, era isso o que lhes foi ordenado, e o que infelizmente acabaram fazendo.
''Filhos do Éden: Anjos da Morte'' se passa no mesmo universo dos meus livros anteriores, mas o cenário, agora, são as guerras modernas e as lendas que delas surgiram, as sociedades secretas, a bruxaria nazista, os experimentos psíquicos conduzidos pelos agentes da ex-União Soviética, a disputa das superpotências pela arma do juízo final. - Eduardo Spohr
Mas nem só de espoleta é feito este tomo. No ínterim entre as aventuras de Denyel,saltaremos ao futuro para acompanhar a jornada de Kaira, Urakin e Ismael, um novo personagem que se junta ao coro, e sua missão para resgatar o amigo exilado, tragado pelo redemoinho cósmico do rio Oceanus, após a batalha na fortaleza de Athea (em “Filhos do Éden: Herdeiros de Atlântida”).
Para trazê-lo de volta, eles precisarão encontrar a colônia perdida de Egnias, a última das cidades atlânticas, desaparecida desde o dilúvio, e o afluente que, segundo os rumores, poderá levá-los ao exato local onde jaz o parceiro.
"CHARACTER-DRIVEN"
Diferentemente de “Filhos do Éden: Herdeiros de Atlântida” e de “A Batalha do Apocalipse”, o maior atrativo desta obra não está nos heróis invencíveis, nos golpes de espada ou em um grande desfecho, mas na atmosfera de intriga, espionagem e paranóia que se apodera de Denyel, obrigado a atuar como capanga dos malakins, a cometer assassinatos, a praticar caçadas, massacres e outros crimes de igual aspereza.
Diferentemente de “Filhos do Éden: Herdeiros de Atlântida” e de “A Batalha do Apocalipse”, o maior atrativo desta obra não está nos heróis invencíveis, nos golpes de espada ou em um grande desfecho, mas na atmosfera de intriga, espionagem e paranóia que se apodera de Denyel, obrigado a atuar como capanga dos malakins, a cometer assassinatos, a praticar caçadas, massacres e outros crimes de igual aspereza.

Yaga, chefe de operações de Denyel. Istambul, 1973. Arte: Andrés Ramos.
Com o avanço dos capítulos você perceberá, então, que este livro é um pouco diferente dos meus trabalhos pregressos. Pela primeira vez, tomei a decisão de construir o enredo com foco nos personagens e não em um determinado evento ou missão, um recurso que os americanos costumam chamar de “character-driven”. O resultado é uma narrativa mais adulta e sombria, com uma forte carga dramática e voltada, sobretudo, para a psicologia de Denyel e seu gradual processo de corrupção.
O que importa, agora, não é o que se passa no mundo, mas a resposta do protagonista a tais episódios. O que acontece quando um soldado abandona os seus valores? O que ocorre quando um querubim contraria sua natureza de casta?
O que importa, agora, não é o que se passa no mundo, mas a resposta do protagonista a tais episódios. O que acontece quando um soldado abandona os seus valores? O que ocorre quando um querubim contraria sua natureza de casta?
Frente a isso, "Anjos da Morte" se tornou uma obra imprevisível em vários aspectos: eu sabia o que iria acontecer a cada página, só não sabiacomo. E quem determinou esse como foi o próprio Denyel ao longo da história, e não o roteiro que eu havia previamente traçado.
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