Pra você

em sábado, 16 de fevereiro de 2013


Ontem eu te vi na rua. Você estava sozinho, com sua blusa de frio preta, que tantas vezes ficaram comigo quando eu esquecia a minha, aquele boné branco, que tantas vezes eu usei só pra te ver sorrir, e com a calças jeans desbotada que te dei de aniversário.
Você estava andando com a cabeça baixa e fones no ouvido. Parecia ao mesmo tempo o mesmo de sempre, mas também parecia totalmente diferente. Quase como se eu nunca tivesse te conhecido.
Você congelou quando me viu, e por tempo pareceu não ver quem estava do meu lado. Então seus olhos foram para o meu lado e pude ver sua careta se formar.
Eu juro que não queria que tivesse sido assim, particularmente eu preferia que você ficasse visse fotos pelo Facebook ou escutasse fofocas. Sei que isso soa mesquinho, mas você me conhece como ninguém e sabe que é assim que eu ago na maior parte do tempo. Mas eu sei que isso foi errado, eu deveria ter te falado, mas eu não... eu não consegui. Não sabia como fazer isso. Eu sempre erro tudo, e isso eu sei que você também se lembra.
Acho que era por isso que demos tão certo. Eu errava muito, você errava muito, então eu não pudia te julgar nem te condenar e você também não pudia.
Eu me lembro da nossa ultima noite, você estava com a barba sem fazer, cheirava cerveja, mas você sabia que era assim que eu mais gostava de você. Você me olhava de um jeito tão selvagem e agia de um jeito tão selvagem, eu não sei se posso dizer isso aqui, onde sei que muitas pessoas vão ver... Você se lembra de eu te contar o que deu da ultima vez em que fui sincera aqui sem pensar nas consequências? Você se lembra ter te contado que tive que pedir desculpas aqui publicamente? Você sabe o quanto sou orgulhosa, e disse: ''Você devia mesmo amar esse menino então, para ter se humilhado desse jeito no seu próprio blog.''.Foi assim que começamos a ter uma coisa lembra? A nossa coisa...
Tanto tempo passou não é mesmo, essa ''Nossa Coisa'' passou também.
Você se lembra de ter reclamado por eu nunca ter escrito um texto pra você? No outro dia, eu te dei uma carta, a primeira de tantas, e você sorriu e me beijou daquele jeito selvagem de sempre e cheirava a cigarro e Vodka, eu odiava ter que admitir que adorava seu cheiro. Cheiro de encrenca como dizia minhas amigas. Eu nunca entendi o porque das boas garotas gostarem tanto dos garotos maus, e achava uma idiocie. Até conhecer você, como esse seu cheiro e essa sua atitude. Me apaixonei por você de um jeito que eu nunca vou entender, por mais que eu tente.
Você se lembra da nossa primeira briga? Você deixou cair um copo de não o que na minha blusa preferida, e quando cheguei em casa minha achava que eu tivesse bebido. Lembrando disso é até engraçado.
Lembro do nosso primeiro beijo como se tivesse acontecido a 5 minutos atrás. Você me beijou de surpresa, e segurou meu rosto com toda sua força quando eu tentei virar o rosto, e colocou contra a parede quando tentei sair dali. Você nunca foi muito romântico. 
Até hoje tento entender como ficamos juntos por tanto tempo. E mais do que isso tento entender porque separamos.
Você sempre odiou essa minha mania de sair do assunto, e acho que ás vezes eu fazia isso até de proposito só pra te irritar. Assim como você sempre tirava um cigarro do bolso toda vez que queria me ver irritada.
E acho que, muito provavelmente, eu esteja enrolando aqui, lembrando do nosso passado, só pra te deixar irritado. Velhos habitos nunca se vão, como mesmo sempre me dizia.
Então voltando ao inicio dessa carta, você me olhou com aquele jeito selvagem a perceber que eu estava de mãos dadas com um ''Mauricinho'' como você mesmo chamava os meninos que andam sempre perfumados, e como roupas de marcas. Você me fez prometer uma vez que não importa-se um dia a gente terminasse você nunca queria me ver com um mauricinho. Você dizia que pudia suportar tudo nessa vida, menos isso. E na hora que olho nos seus olhos eu sei que é exatamente isso que você está pensando.
Eu sei que te prometi isso no passado, mas você também me fez um monte de promessas e também não as cumpriu. (Você me prometeu nunca teria crises de ciúmes, mas você teve. Naquela noite no London você viu um cara falando comigo enquanto você ia no banheiro, voltou irado, deu uma cadeirada nas costas e dele, e por pouco não foi preso, se lembra disso? E muitas outras promessas que você quebrou.) Eu sei que isso não é desculpa, mas você sempre soube que eu sempre amei os Mauricinhos, você era a exceção. Mas você não ficou bravo só por causa disso, você ficou bravo por estar com outro, na verdade acho que você nem deu muito atenção pra ele, só se importou com o fato de ter ele ali do meu lado.
Eu sinto muito. Sinto muito pelo fato de você ter descoberto assim. Sinto muito pelo fato de nós termos terminados do jeito que terminamos, eu queria que ainda fossemos amigos. Sinto muito por ... sei lá, por tudo.
Uma vez, em meio a uma briga, você jogou na minha cara o fato de eu ter feito esse blog pra um menino e só escrever para esse menino, e nunca ter escrito um único texto pra você aqui. Você disse que eu não te amava, e nem nunca te amaria do jeito que amei esse menino, e você tinha razão. Eu nunca vou amar ninguém do tanto que amei ele, porque ele foi o meu primeiro amor, e primeiros amores são simplesmente primeiros amores. Mas você estava enganado, desde aquela época eu já te amava, e com o passar do tempo fui e amando mais. Mas nunca escrevi nada aqui pra você, por eu te amava o suficiente pra te dizer tudo pessoalmente, eu preferia assim. E eu também sinto muito pelo fato de o primeiro texto que escrevo aqui pra você ser desse jeito. Mas agora eu já não posso te falar pessoalmente tudo o que eu sinto. Sinto muito.
Queria que tudo isso fosse diferente.
Queria que eu fosse diferente, não você como eu disse na ultima briga, que sucedeu ao nosso fim. Eu disse isso por que era mais fácil. Querer que ás pessoas mudem pela gente é mais fácil do que nós mesmo mudar pelas pessoas. Eu sempre adorei o seu jeito, e a coisa que eu mesmo quero é você mude.
Mas agora estamos assim. Separados. Eu posso dizer que te amo. É, eu posso. Porque diferente do que você acha, eu não estou namorando o ''Mauricinho''. Mas quando cheguei em casa e recebi aquela sua mensagem me jogando na cara que eu tinha quebrado a minha promessa, eu tive que mentir e te falar que eu estava namorando e estava feliz. Foram duas mentiras não é mesmo? Eu odeio mentir, e naquela noite nem se quer consegui dormir por causa da culpa. Mas isso não muda nada. Eu sinto muito também.
Te amo, e isso também não muda nada.

Sinto falta do ser cheiro de cigarro e Vodka.
Bj Bj Dii

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Instagram



Topo