Enquanto as folhas caem, uma brisa toca levemente na minha cara enxugando as minhas lágrimas. Ainda consigo sentir a dor que esmaga o meu coração contra o meu peito. Ele grita e pede socorro, mas é um grito que jamais alguém irá conseguir ouvir. Sangrando, partindo, desfazendo-se, é assim que ele vai ficar enquanto tu insistires em permanecer em mim, na minha cabeça e no meu coração. O sol quente da manhã toca na minha pele doce e macia, e o clarear do dia deixa visível todas as marcas da noite anterior. Noite após noite sinto o quanto a tua ausência me afecta, me destrói ainda mais. Mesmo que eu possa sorrir, nada, mas mesmo nada vai esconder as marcas que foram deixadas em mim, por ti. Mesmo que eu sobreviva, eu ainda poderia morrer por ti. A dor não é apenas uma coisa psicológica, é um sentimento que nos mói e magoa por dentro, por um amor impossível, por uma amizade destruída, seja por o que for, dói e magoa constantemente. Por isso digo que para a dor não há soluções, temos de deixar que ela se vá embora sozinha, esperar que a ferida que ela causou, sare. Não há soluções nem respostas fáceis, só temos de respirar fundo e esperar que ela vá diminuindo. E é isso que eu vou fazer, esperar que ela diminua.
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