
''Por mais que eu pense já não sei o que fazer, eu não me vejo sem você''.
Era 14:57, estava um sol queimante, e os dois personagens príncipais estavam na rua debaixo da casa do mocinho.
Ela adorava aquela rua, aquela sombra debaixo do cajueiro, adorava aquele bairro. E mais do que tudo, adorava aquele ser humano que estava diante dela.
Os dois eram o casal mais popular de toda a igreja, todos adoravam eles. Eram famosos por serem ''Apaixonados Natos''.
Ele á havia convidado para dar um volta no quarteirão, e ela adorava rodear quarterões.
Ao chegar embaixo do cajuerio, ele se sentou no meio-fio, e olhou pra ela, deu uma batidinha no chão... Ela se sentou.
Era uma cena perfeita; o cajuerio estava florescendo. Cheio de pequenos cajus.
Tudo seria lindo naquela tarde... Eles só não sabiam.
Ele estava triste, com os olhos baixo, deprimido. E ela achou aquilo muito estranho.
Ela segurou a mão dele. Ele olhou pra ela, e tirou a franja da testa dela, como sempre fazia, e ela odiava, mas naquele momento nem ligou. Ele olhou bem fundo nos olhos dela. E assim ficaram ali, um olahndo o outro, durante 26 minutoos.
Até que ela espirou, e como sempre fazia, jogou a cabeça com muita força pra trás e voltou tonta, e estragou o silêncio com um ''Ai'' meio sussurrado.
Ele adorava quando aquilo acontecia. Ele empurrava a franja dela para trás e dava um beijo na testa dela.
E esse ato se repetiu ali naquele momento.
Ela, ao invés de choramingar pela bagunça na franja, olhou pra baixo e sorriu. Aquilo foi de mais pra ele. E ele caiu na gargalhada... E ela também.
Até que ele parou e olhou nos olhos dela de novo, sorriu e mostrou a língua pra ela. Ela fez um biquinho e apertou a buchecha dele. E os dois sorriram.
Ele se aproximou dela, escostou a boca no ouvido dela e disse bem devagar:
-- Eu te amo!!
E, como todas as vezes, os pêlos dos braços e pernas dela se arrepiaram, e ele voltou a cabeça rapido só pra ficar olhando os pêlos até que eles coltassem ao normal.
Ela ficou envermelhada..
Ele segurou o rosto dela nas duas mãos e chegou o dele bem perto do dela, a ponto de encostar os narizes, e disse:
-- Você é tudo pra mim!!
Ela sentiu o hálito dele em cada célula do rosto. E disse:
-- Você não é tudo pra mim... Porque você faz parte de mim. Você sou eu.
Ele abriu ''Aquele'' sorriso. Aquele que ela amava. E disse:
-- Sua boba...
Ela ficou corada.
Ele ficou segurando o rosto dela e olhando nos olhos dela.
Ela levantou os braços, que até então estavam pousados delicadamente na coxa dele, um ela envolveu o pescoço dele, e o outro passou nos cabelos dele.
Ele já usará vários modelos naquele cabelo, mas agora estava com o prefiro dela, o moicano. E não havia nada melhor no mundo, para ela, do que passar a mão no cabelo dele.
E ele mordeu o nariz dela. E ela lambeu o queixo dele, e ele olhou com aquela carinha linda e indignada dele, e lambeu o nariz dela. E assim começou uma disputa.
Um lambia a bochecha, o outro o pescoço, o outro o braço, o outro a perna. Até que estavam os dois babados até o pé. E riam. Davam boas gargalhadas. Ela passou a mão no rosto, e olhou com cara de nojo. Ele esperou ela limpar o rosto todo, quando terminou, ele a empurrou, até que ela estava deitada e ele deitou em cima dela.
E deu um beiho no rosto dela. Do lado direito e depois do esquerdo. Na testa, no queixo, na orelha, no pescoço, na clavicula, no ombro, levantou a blusa dela e deu um beijo na barriga, na coxa e foi subindo dando um beijo em todos os lugares onde já havia dado. Olhou nos olhos dela e deu um selinho nela de quase 2 minutos. Apenas encostou a boca e ali ficou, os dois sem nenhum movimento. Até que ela passou os braços no pescoço dele, e puxou ele para mais perto, até que a barriga deles se encostaram. E se beijaram de verdade. Não era um beijo qualquer... Era um beijo especial, um beijo apaixonado. Aqueles que tornam as duas pessoas em uma só. E foram passando os segundos...
E eles rolaram; Ela ficou em cima dele, e ele passou um braço no pescoço dela, e outro na bunda dela. Ela levantou a cabeça e disse:
-- Meu taradinho lindo.
E ele somente a puxou de volta.
Até que la se sentou do lado dele de novo.
E ele se sentou também. Os dois completamente sem fôlego. Ele puxou a cabeça dela, até que ela estava deitada no colo dele.
E ele bagunssava o cabelo dela... Jogava pra um lado e pro outro. E ela nem ligava.
Ele abaixou a cabeça e deu aquela mordida no pescoço dela.
E ela levantou rapido e deu um sorriso torto pra ele.
Não há como dizer, em dia nenhum que aqueles dois não nasceram um para o outro. Não há!!
Eles são perfeitos. Não separados... Ele é cheio de defeitos, e ela nem se fala. Mas, quando estão juntos se tornão extremamente perfeitos. E não há como discutir.
Mas, o sol estava se pondo. E ele não gostava que ela andasse na rua de noite, mesmo com ele.
Então, ele se levantou e puxou ela. Passou o braço no ombro dela e ela na cintura dele. E eles foram andando devagar, ele parava, empurrava ela contra a parede e lascava ''aqueles'' beijos. Continuavam andando, ela batia na bunda dele, ela apertava a dela, ela apertava a buchecha dele...
Mas, nem tudo é perfeito, e derepente a mãe da menina a balança, e ela acorda e percebe que tudo foi um sonho.
Ela se senta na cama, jogou o cabelo para trás e ali ficou até sua mãe aparecer e abrir a janela.
Ela levantou, arrumou a cama e foi tomar banho.
Se arrumou e foi pra Igreja.
Chegando lá, ela viu ''Ele''... Bem mais lindo do que no sonho.
Mas, diferente do sonho, ele não beijou ela, nem bagunçou a franja dela. Muito pelo contrário, ele passou por ela, sem olha-la. Passou como uma brisa. E assim se foii.
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