Meu tudo...

em segunda-feira, 26 de setembro de 2011


E tudo começou naquela manhã. Não foi do jeito mais romântico do mundo. Não foi a beira mar. Nem ao pôr sol. Muito menos em um jardim com rosas vermelhas desabrochadas. Não, não foi em belo lugar. Foi em um pésimo lugar.
O vento não era aquele leve, só para balançar os cabelos. Era aquele, típico de pasto fora da cidade, que quase leva sua cabeça junto, e faz seu cabelo parecer que tem dias que não é pentiado.
Não tinha uma grama verdinha. Era aquele mato alto e seco por causa do sol esturricante.
Agora me lembro do sol. Não era aquele gostoso das 09:00 da manhã, era aquele do Meio Dia, que queima sua pele. Em poucos minutos você já está vermelho e ardendo.
Mas, naquele dia, eu não era capaz de perceber as belezas e os detalhes do local. Também porque não se pode querer muito de um menina de 12 anos.
Mas, a cena, vista por alguém de fora, era muito engraçada.
Quase 100 pessoas em pé, em baixo de um sol escaldante, cantando, com um violão e uma caixinha de ''batuque'' (sei lá o nome, mas prometo que dá proxima vez que for falar dela vou procurar saber como chama #Dívida).
Era engraçado. Eu estava com fome, e ainda faltava muito tempo para nós almoçarmos, e eu estava estressada.
Como em um lugar daqueles, num sol daqueles, num momento daqueles eu me apaixonaria?
Até hoje não consigo entender; Isso me parece impossivel. Não está ao meu alcance compeender um acontecimento desses.
Não está errado? Não deveria ter sido ali, no meio do nada. Deveria ter sido em Maramduba. Eu deveria estar sentada na sombra, tomando água de coco, e você deveria estar sem camisa, correndo em câmera lenta, com o vento balançando seu, lindo, cabelo. Deveria ter sido dessa forma, não é mesmo?
O que há de glorioso em umlugar de 20.000 metros, totalmente sem nada e sem música, suave, de fundo.
Mas, naquele momento tinha música... Eu me lembro. E era suave sim!!!
Então, tudo bem, esquece o lance da música suave. Mas, não deveria ter cabelos levemente ao vento, e sombra, você sem camisa e câmera lenta? Não deveria?
Sempre que me lembro daquele momento, o gênise de tudo, me lembro que já não começou perfeito.
E só foi piorando,,,
Porque não poderia ter sido em baixo de uma árvore com as folha slaranjas, e caindo ao chão, como no outono dos filmes americanos?
Não estavamos nos Estados Unidos. Não era outono. Era primavera.
Mas, não tinha absolutamente flor nenhuma!!!
Que espécie de ''começo'' foi aquele?
Não teve nada de especial.... Visto por alguém de fora!!
Mas, para mim teve. A coisa mais especial estava lá nesse ''começo'': Você!!
Não importa onde aconteceu. Não importa que não tinha sombra, água de coco, câmera lenta, pessoa descamisada, vento leve.... e nem nada. Só de ter você ali, naquele ''começo'' todo desajeitado e sem sentido, já faz tudo ter sentido.
Porque você É o sentido. De tudo.
O sentido pelo qual eu ando.
O sentido pelo qual eu falo, respiro, penso, como, durmo, vivo. Você é o MEU sentido.
Sem você, nada tem sentido. Porque não tem você sendo O sentido.
Você é o sentido das músicas, dos filmes, das fotos, do meu sorriso bobo de quando penso em você ou vejo você.
Você é o sentido do sol, do vento leve, da água de coco, da sombra, da câmera lenta, do mato alto e seco, do outono americano, da fome, dos 20.000 metros, você é o sentido de tudo.
O sentido, a conclusão, a explicação, a devoção, a adoração, a paixão, a dor, o amor, você é tudo isso e todo o resto.
Você É tudo!! MEU tudo!!
O motivo das letras, palavras, vírgulas, frases, textos e blog é você.
Precisa mesmo de um ''começo'' perfeito quando você já é perfeito??
Se tudo for imperfeito, feio e desajeitado, mas tiver você, torna tudo, perfeito, lindo, ajeitado e maravilhoso.
Esse é você. Porque além de conseguir SER o universo e tudo que nele há, você ainda consegue ser eu.
Porque a única forma de explicar quem EU SOU, é explicando quem VOCÊ É.
Não existe EU sem VOCÊ. Nem aqui, nem ali, nem hoje e nem amanhã. Em lugar nenhum, dia nenhum. Porque você sempre vai ser TUDO o que eu sou...
                                                                                  Obrigado por estar lá naquele ''começo''.
                                                                                                     E porfavor nunca esteja no ''final''...
                                                                                                                  Te amo...

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