Se dizem se um dia a gente cresce, nem que seja pelo mal, é porque felizmente ou não, chega a hora que os sonhos, por mais que existam, já se parecem com a realidade. A verdade é que todas aquelas ilusões um dia alimentadas já não convencem mais. De tantos e tantos tapas na cara dados ao longo desses quatorze anos, talvez eu nem acredite mais em finais felizes. Ou sei lá, nesses romances de músicas de rádio. Simplesmente não acredito. Por mais que eu amasse seu cabelo e suas mãos, eu sabia que você estava longe de ser um príncipe. Às vezes te via como o sapo, mas eu te amava assim mesmo: com todos os defeitos, mesmo que às vezes me fizesse gostar menos de você.
De todos os contos de fadas, a realidade ainda era minha favorita.
Você me mostrou que amar é sinônimo de sofrer.
Às vezes conseguimos chorar por tudo, exceto por lágrimas. Mas quando as palavras não são ditas, elas sempre estão no seu rosto. Por isso você está aqui, porque longe de tudo que te faz sofrer, é mais fácil sentir o que você não quer que saibam que sente. Ainda dói, mas quando passar, sorria e volte para os seus lisiantos lilás. Não limpe essas lágrimas, deixe-as aí. Quando se sentir forte, só as tire do seu rosto se elas já não estiverem no seu coração.
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